O uso de drones em Cusco cresceu nos últimos anos. Muitos viajantes buscam capturar imagens aéreas de destinos icônicos.
No entanto, voar um drone nessa região envolve responsabilidades legais claras.
Em 2026, a legislação peruana mantém regras rigorosas. Elas se aplicam a zonas arqueológicas, espaços aéreos urbanos e áreas naturais com grande fluxo de turistas.
Antes de operar um equipamento, é indispensável conhecer o marco legal vigente. Também é necessário verificar as restrições específicas de cada destino.

Marco legal vigente no Peru
No Peru, a regulamentação de drones é responsabilidade da Dirección General de Aeronáutica Civil, órgão vinculado ao Ministerio de Transportes y Comunicaciones. Essa entidade supervisiona as operações de RPAS e estabelece requisitos técnicos e operacionais tanto para uso recreativo quanto profissional.
O regulamento exige que o drone permaneça dentro do campo de visão do operador, que não interfira com aeronaves tripuladas e que não sobrevoe pessoas, aglomerações públicas ou áreas restritas. Quando o uso é comercial ou audiovisual, podem ser exigidas autorizações adicionais e seguro de responsabilidade civil.
Em zonas arqueológicas ou áreas de patrimônio cultural, a autorização também deve ser solicitada junto ao Ministerio de Cultura.
Zonas onde o voo é proibido ou restrito
Um dos pontos mais importantes ao falar sobre o uso de drones em Cusco é entender que muitos dos seus destinos turísticos estão localizados em áreas protegidas.
Em Machu Picchu, o sobrevoo de drones é proibido sem autorização expressa do Ministério da Cultura. A medida visa proteger o patrimônio arqueológico e a segurança dos visitantes.
A restrição também se aplica ao Trilha Inca, onde não é permitido operar drones sem permissões especiais previamente autorizadas.
Na cidade de Cusco, o Centro Histórico del Cusco apresenta limitações devido à sua condição de patrimônio histórico e à proximidade com o Aeropuerto Internacional Alejandro Velasco Astete, o que torna grande parte do espaço aéreo urbano uma área sensível ou restrita.
Uso de drones na Montanha Colorida e na Lagoa Humantay
Muitos viajantes perguntam se podem voar drone na Montanha Colorida ou na Lagoa Humantay, dois dos destinos mais fotografados da região.
A Vinicunca, conhecida como Montanha Colorida, está localizada em uma área de intenso fluxo turístico e sob gestão comunitária. Embora não exista uma autorização automática para voo recreativo, na prática o uso de drones pode ser restringido por normas locais, acordos comunitários ou determinações temporárias por motivos de segurança. Para gravações comerciais, é necessário coordenar previamente e verificar se há exigência de permissão adicional.
No caso da Laguna Humantay, a situação é semelhante. Trata-se de um ambiente natural sensível, com grande concentração de visitantes em horários específicos. O voo de drones pode gerar riscos aos excursionistas e impactar a experiência no local. Dependendo da rota e da altitude, também pode ser necessário verificar possíveis restrições do espaço aéreo. Para fins comerciais, a autorização prévia é altamente recomendada.
Em ambos os destinos, mesmo que não exista uma proibição tão explícita quanto em Machu Picchu, o princípio geral é o mesmo: nenhum voo deve ser realizado sem confirmar que a área não está sob restrição cultural, aeronáutica ou comunitária.

Uso de drones no Vale Sagrado
O Valle Sagrado de los Incas é uma das áreas com maior número de consultas sobre voar drone em Cusco. Diferentemente de Machu Picchu, nem todo o vale está sob uma única proibição geral, mas existem diversas zonas com proteção específica.
Dentro do Vale Sagrado estão complexos arqueológicos como Pisac, Ollantaytambo e Moray. Nesses locais, o sobrevoo de drones é restrito sem autorização do Ministério da Cultura, pois se tratam de bens patrimoniais protegidos.
Em áreas rurais ou agrícolas do Vale Sagrado, fora de zonas arqueológicas e longe de rotas aéreas, o voo recreativo pode ser viável desde que sejam respeitadas as normas estabelecidas pela Direção Geral de Aeronáutica Civil. Ainda assim, é fundamental verificar se a área não possui delimitação arqueológica, se não há proximidade com rotas de aproximação aérea e se não existem restrições comunitárias ou municipais temporárias.
Um erro comum é assumir que, por ser uma área aberta, o voo é automaticamente permitido. Em Cusco, muitas áreas abertas possuem valor cultural ou algum tipo de proteção legal.io abierto el vuelo es libre. En Cusco, muchas áreas abiertas tienen valor cultural o están bajo algún tipo de protección.

Sanções e consequências
As multas por voar drone no Peru podem incluir penalidades administrativas, apreensão do equipamento e processos legais quando houver risco à segurança aérea ou ao patrimônio cultural. Em zonas arqueológicas, a aplicação da norma é rigorosa.
Operar sem autorização não apenas expõe o visitante a sanções financeiras, mas também pode comprometer o seu roteiro de viagem.
Considerações finais
O uso de drones em Cusco em 2026 é permitido dentro do marco regulatório estabelecido pelas autoridades competentes, mas não é livre nem automático. Destinos como Machu Picchu e o trilha Inca mantêm proibição expressa, enquanto locais como Montanha Colorida ou Lagoa Humantay exigem verificação prévia e, em alguns casos, coordenação com autoridades locais ou comunidades.
Antes de voar, a recomendação é clara: confirme a legislação vigente, avalie o ambiente e atue com responsabilidade. Em uma região onde o patrimônio cultural e natural é o principal atrativo, o respeito às regras faz parte da experiência de viagem.
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